terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

XFCE - uma interface leve e funcional se devidamente configurada

     O XFCE é uma das interfaces gráficas mais tradicionais e populares do mundo Linux. Ele se destaca por oferecer um equilíbrio interessante entre desempenho, personalização e familiaridade, especialmente para quem busca algo que funcione bem em máquinas mais antigas ou com recursos limitados, sem se sentir “ultrapassado” ou minimalista demais, ainda mais "aquela galera mais nova" que fica babando nos efeitos do GNOME ou nos brilhos do KDE.

    O maior problema do XFCE - se é que se pode dizer isso - é como ele é apresentado em distribuições que já venham com ele instalado. No Debian - que usa Gnome como padrão - por exemplo, ele pode vir assim:



e em outras distribuições normalmente vem mais incrementado, com temas, ícones, widgets e efeitos mais elaborados (dentro do possível) e que dá outro ar de sistema já que, quem vê o do Debian, com certeza vai achar feio pra caramba a despeito de ser plenamente funcional.

Leveza e performance


    Um dos pontos fortes do XFCE é sua leveza. Ele consome muito menos RAM e CPU do que ambientes mais pesados como GNOME ou KDE Plasma, o que o torna ideal para notebooks antigos, PCs modestos ou até mesmo para quem só quer gastar menos recursos com a interface e mais com aplicativos. Ainda assim, ao contrário de algumas interfaces minimalistas tipo LXDE e até o LXQt, o XFCE mantém recursos visuais e práticos que realmente fazem diferença: painel configurável, menu de aplicativos funcional, gerenciador de janelas decente com suporte a múltiplos monitores e, para quem gosta - como eu, lógico - papagaidas e firulas que não pesam no uso.

Modularidade e independência


    Diferente do GNOME, que exige várias dependências próprias e segue um ecossistema rígido, o XFCE é quase totalmente independente. Ele não precisa do GNOME nem do KDE para funcionar, embora possa integrar algumas ferramentas externas se você quiser. Isso significa que você não será obrigado a instalar dezenas de pacotes só para ter funcionalidades básicas, o que é ótimo para quem gosta de manter o sistema enxuto ou quer ter controle absoluto sobre o que entra no PC.

Personalização: simples, mas suficiente e com resultados que até surpreendem


    O XFCE não é tão “brilhante” quanto o KDE Plasma em termos de efeitos visuais, mas oferece uma personalização consistente e funcional. Você consegue trocar temas, ícones, ajustar painéis e menus e até adicionar plugins no painel e no menu de contexto do mouse sem precisar de gambiarras. A curva de aprendizado é suave: qualquer usuário que venha do Windows ou de outros Linux verá a interface familiar, com barra de tarefas, área de trabalho e menu clássico, mesmo que "feia" a princípio.

Recursos nativos


    Alguns destaques que mostram que o XFCE não é apenas “leve e feio” - dependendo do contexto funcional:

  • Thunar, um gerenciador de arquivos rápido, limpo e eficiente;
  • Painéis personalizáveis com suporte a múltiplos monitores;
  • Gerenciador de janelas Xfwm, que apesar de simples, oferece sombras, transparências e atalhos eficientes;
  • Suporte sólido a desktops virtuais e múltiplos workspaces.


Contras: onde o XFCE "faz feio"


Apesar de todos os pontos positivos, o XFCE também tem suas limitações:

  • Estética de "meio termo": mesmo com temas modernos, ele nunca vai parecer tão “polido” ou futurista quanto GNOME ou KDE;
  • Efeitos visuais limitados: transparências, animações ou composições complexas não são o forte do XFC;
  • Atualizações mais lentas: ele evolui lentamente, o que é bom para estabilidade, mas menos empolgante para quem gosta de novidades constantes;
  • Menos integração nativa: algumas funcionalidades modernas exigem ferramentas externas ou ajustes manuais.


XFCE x outros ambientes


    Se compararmos com Cinnamon, o XFCE é mais leve e modular mas menos visualmente moderno. Comparado ao LXQt, o XFCE é mais robusto e maduro, oferecendo mais recursos “de fábrica” sem sacrificar a performance. Em relação ao GNOME, o XFCE é claramente menos dependente e mais personalizável, mas perde nos efeitos e integração de apps GNOME mas roda sem problemas aplicativos do Gnome e KDE.

Para quem é o XFCE?


  • Usuários que valorizam desempenho e estabilidade ou querem experimentar outros ares;
  • Quem gosta de interfaces clássicas e funcionais e sem surpresas do tipo "ai caramba, fechou tudo!";
  • Computadores antigos ou sistemas que precisam ser enxutos e rápidos;
  • Usuários que querem controle total sobre as dependências do sistema.


    Em resumo, o XFCE é uma aposta segura para quem quer eficiência sem sacrifícios desnecessários. Ele não vai impressionar pelos efeitos ou modernidade visual (hummm, nesse aqui, sei não...), mas entrega uma experiência limpa, confiável, prática e até surpreendente, com baixa dependência de outros sistemas e ótimo suporte a múltiplos ambientes. É o tipo de interface que você instala e sabe que vai funcionar bem por anos, sem frescura, até você fizer alguma besteira. E o bom disso tudo é que os temas que se usa no Gnome (ou para o Gnome) podem ser usados no XFCE também, inclusive alguns deles costumam ser "xfwm-manager" compatíveis, com funcionalidades tipo blur e transparências que podem não ter em outros temas GTK2/GTK3.


    Seja como for, o XFCE pode ser uma ótima interface gráfica e quer experimentar outras opções sem ter que usar certas interfaces de que tão leves não oferecem quase nada de funcionalidades e ainda tem usuário que diz que "Linux tem que ser simples e funcional"; concordo mas dá pra fazer isso com estilo: quem tem Fusca ou Fiat 147 não quer ser atingido numa batida por outro Fusca e sim por uma Ferrai ou Porsche...


 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

LXQt - limitado mas realmente leve já que não finge ser

    Quando se fala em ambientes gráficos leves no Linux (leves de verdade e não que dizem ser), quase sempre o papo cai em três nomes: LXDE, XFCE e LXQt. O LXQt costuma ser o mais incompreendido deles - muitas vezes tratado como “LXDE moderno” ou "Plasma pra máquina perereca", quando na prática ele é outra coisa, com outras prioridades e outras concessões mas mantendo a funcionalidade desejada por quem "só quer usar o PC". Este texto é uma análise honesta do LXQt: como ele surgiu, como ele funciona por dentro, onde ele acerta e onde ele simplesmente não tenta (e não quer) competir.


A origem: quando o Qt venceu o GTK


    O LXQt nasce de um fato simples e inevitável: o LXDE não quis seguir o GTK3. O LXDE original era escrito em GTK2. Quando o GTK3 chegou, com mudanças profundas de API, dependências maiores e decisões que iam contra a filosofia de leveza extrema sem capar muito a funcionalidade, o projeto simplesmente travou. Ao mesmo tempo, o Razor-Qt, outro desktop leve baseado em Qt, enfrentava dificuldades semelhantes: enquanto o LXDE sofria por depender do GTK - que caminhava para mudanças profundas e pesadas (GTK3/GTK4), o Razor-Qt, pelo seu lado, enfrentava dificuldades semelhantes por depender do Qt, que ainda não estava maduro e estável o suficiente para sustentar um desktop completo e coeso. A solução foi pragmática (e rara no mundo Linux): unir dois projetos diferentes e reescrever tudo em Qt.

    Assim nasce o LXQt, oficialmente em 2014. Não é um fork do LXDE e nem é uma evolução direta: é uma reconstrução, com outra base, outro toolkit e outro público-alvo.

Arquitetura: LXQt não é um “desktop monolítico”


    Aqui está um ponto-chave que muita gente ignora. O LXQt não é um ambiente gráfico fechado como GNOME ou KDE. Ele é um conjunto de componentes independentes, amarrados por convenção:

  • lxqt-panel = painel;
  • pcmanfm-qt = gerenciador de arquivos e desktop;
  • lxqt-session = sessão;
  • lxqt-runner = launcher;
  • lxqt-config = centro de configurações;
  • Openbox / KWin / etc. = window manager externo.


    Nada disso é profundamente integrado e isso até pode trazer grandes vantagens mas também grandes limitações, essas detestáveis por quem espera mais de um ambiente gráfico mesmo sabendo das tais limitações - como eu.

Filosofia central: “não reinventar o sistema”


    O LXQt parte de uma decisão muito clara: “se já existe um padrão freedesktop, usamos. Se não existe, não inventamos.”. Isso explica muita coisa:

  • Sem APIs próprias de extensão (um saco isso);
  • Sem sistema de plugins avançados (outro saco);
  • Sem “scripts nativos” no gerenciador de arquivos (mais saco ainda);
  • Sem comportamento mágico no wallpaper, menus ou contexto (idem).


    O LXQt prefere arquivos .desktop, padrões XDG, chamadas diretas de sistema. Com isso se torna mais previsível, simples mas pouco flexível.

PCManFM-Qt: simples, rápido e limitado


    O PCManFM-Qt é o coração visual do LXQt. Ele faz três coisas:

  • Gerenciador de arquivos;
  • Desktop (ícones + wallpaper);
  • Integração com ações via padrão freedesktop.


    E é aqui que surgem várias frustrações para usuários mais avançados:

  • Não existe “Nautilus Scripts” ou formas diretas de integração de scripts;
  • Não há sistema de scripts detectados automaticamente.


Tudo precisa ser feito via pasta para ter as ações via menu de contexto:

~/.local/share/file-manager/actions/*.desktop

    Funciona? Sim; é elegante? Não muito.



Ações sem interface gráfica


    Não existe UI para criar ações de menu, tudo é manual, na unha. Isso é coerente com o projeto - mas "assusta" quem vem do KDE, Thunar ou Nautilus. Mas é só deixar de ser preguiçoso que aprende a dominar esse detalhe rapidinho: dá trabalho mas é gratificante quando se consegue fazer funcionar, hehehe.

Wallpaper: onde a filosofia cobra o preço


O caso do wallpaper é emblemático. No LXQt:

  • O pcmanfm-qt desenha o desktop;
  • Ele não reage bem a mudanças externas;
  • O modo (fit, crop, etc.) é global e cacheado;
  • A CLI não recalcula comportamento.


    Resultado prático:

  • Wallpaper via interface gráfica = funciona, só que tem mais "cliques" para chegar lá;
  • Wallpaper via script - comportamento inconsistente mas fica legal com o wallpaper na mesma resolução da tela;
  • Imagem fora da resolução da tela - resultados ruins.


    Ferramentas clássicas como feh ou nitrogen não funcionam se o desktop do PCManFM-Qt estiver ativo, só funcionam se você desligar o desktop. Isso não é bug acidental - é decisão arquitetural.

Configuração: minimalismo real e até meio exagerado


    O centro de configurações do LXQt é honesto:

  • Não esconde opções, é que não tem mesmo;
  • Não cria abstrações desnecessárias, já basta as eventuais decepções do usuário;
  • Não tenta “adivinhar” o usuário.


    Mas também:

  • Não oferece automações;
  • Não integra profundamente componentes;
  • Não resolve conflitos sozinho.


    Se você quer menus contextuais complexos, comportamento automático e decisões inteligentes baseadas em contexto, o LXQt não é esse desktop.

Desempenho: aí sim a bagaça é outro nível


    Onde o LXQt realmente entrega:

  • Consumo de RAM baixíssimo e menos serviços rodando;
  • Inicialização rápida por carregar menos coisas;
  • Nenhum serviço rodando sem motivo;
  • Excelente em máquinas antigas ou VMs.


    Ele é mais leve que KDE Plasma, mais moderno que LXDE e mais previsível que GNOME. Mas isso não significa que os programas que usa de outros ambientes não vão usar recursos, como Firefox, Gimp ou Libre Office.

    Prós (reais)

  • Extremamente leve;
  • Usa Qt (boa integração visual e funcional);
  • Modular;
  • Previsível (no sentido de sem muitas surpresas do tipo "caçamba! Bugou!");
  • Fácil de depurar;
  • Ideal para setups customizados, sejam pererecas ou não.


    Contras (assumidos)

  • Pouca automação;
  • Integração fraca entre componentes;
  • Gerenciamento de wallpaper ruim;
  • Scripts exigem trabalho manual;
  • Poucas “comodidades modernas”;
  • Depende muito do usuário saber o que está fazendo OU de querer aprender.


    Para quem o LXQt é ideal?

  • Usuários técnicos ou masoquistas;
  • Quem gosta de controle explícito ou é "do contra" do que vemos hoje com outras DEs;
  • Máquinas fracas;
  • Ambientes corporativos ou caseiros simples;
  • Quem prefere “padrão freedesktop” a efeitos e complexidade de filmes como Avatar.


    Para quem não é

  • Quem quer tudo pronto na boquinha;
  • Quem vem do KDE esperando o mesmo nível de integração;
  • Quem gosta de automações inteligentes (o tradicional "next, next, finish");
  • Quem quer UX polida sem ter que fazer ajustes.


Conclusão


    O LXQt não é um desktop incompleto e sim um desktop honesto, não promete o que não entrega e não tenta competir onde sabe que perderia. O preço dessa honestidade é claro: quando algo não funciona “sozinho”, não é bug - é escolha. Se isso é virtude ou defeito, depende muito mais do usuário do que do projeto.

 
    Se você como usuário quiser configurá-lo ao seu jeito, dependendo do que seja nem sempre vai ficar como no Gnome ou Plasma 6, nó máximo próximo disso nas funcionalidades básicas. E é para máquinas modestas com usuários sem muitas exigências OU usuários que querem experimentar outras interfaces pra se convencerem de que as que usam é ou não a melhor opção.

 

sábado, 31 de janeiro de 2026

Cinnamon seria a aposta acertada frente às outras interfaces gráficas mais populares?

    Entre o minimalismo forçado do GNOME e o poder quase excessivo do KDE Plasma, existe um ambiente gráfico que costuma passar meio despercebido mas que talvez seja o mais sensato de todos: o Cinnamon. Criado pelo time do Linux Mint, o Cinnamon nunca tentou reinventar o desktop e talvez seja exatamente por isso que ele funciona tão bem.

O Cinnamon não quer te educar — só quer trabalhar


    Diferente do GNOME, o Cinnamon não parte da premissa de que o usuário é incapaz de lidar com opções, mesmo que a tendência seja essa, hehehe. E diferente do KDE, ele também não assume que todo mundo quer passar a tarde inteira configurando cada pixel da interface. A filosofia é simples: desktop clássico, comportamento previsível e zero frescura, ou seja, chato por não dar trabalho...

  • Menu de aplicativos? Lá;
  • Área de notificação? Funciona;
  • Botão de minimizar? Presente;
  • Painel inferior? Como sempre foi;
  • Extensões e widgets pra encher de firulas? Claro.


    Nada aqui tenta te surpreender. E isso, em 2026, já é quase um ato revolucionário frente o que vemos estar acontecendo com outras interfaces gráficas.

A “xupada” descarada do GNOME - e ainda bem por isso


    Vamos ser honestos, o Cinnamon é uma "xupada" (com todo o respeito, claro) na cara dura do GNOME Shell (mais ou menos como ocorre com as distribuições "baseadas"), só que feita por gente que aparentemente usa computador. Ele usa:

  • GTK;
  • Mutter (via Muffin);
  • boa parte da stack o GNOME.


    Mas faz algo que o GNOME se recusa, que é manter o paradigma clássico de desktop. É como se o time do Mint tivesse olhado pro GNOME e dito: “legal, mas não vamos jogar 20 anos de UX no lixo”. Resultado:

  • base tecnológica moderna;
  • interface familiar;
  • sem ruptura forçada de workflow.


Nemo: o herói silencioso.


    Um dos maiores acertos do Cinnamon é o Nemo, o gerenciador de arquivos. Enquanto o Nautilus foi sendo simplificado, capado e infantilizado, o Nemo manteve as opções avançadas, ações personalizadas, scripts e um layout funcional. Ele faz exatamente o que um file manager deve fazer: gerenciar arquivos, não ensinar filosofia de design. Está longe de dizermos (como a Chiquinha do Chaves) "nossa, mas que beleza de gerenciador de arquivos" mas é menos retardado que o Nautilus, o qual serviu de base e depois seguiu um caminho próprio de desenvolvimento pelo pessoal do Mint.

Prós do Cinnamon (onde ele realmente brilha)


  • Interface clássica e coerente;
  • Nada some do nada, nada muda sem motivo funcional;
  • você atualiza o sistema e continua sabendo usar o desktop.
  • estabilidade acima da média.


    O Cinnamon não vive quebrando extensões a cada update porque não depende de gambiarra, os recursos são nativos e entrega uma boa performance. Não é o mais leve do mundo, mas consome menos que GNOME, é previsível, roda bem em hardware médio e, com uma configuração suficiente (sem exagero), você consegue:

  • mudar painel;
  • ajustar temas;
  • configurar atalhos;
  • personalizar comportamento.


    Tudo isso sem virar administrador de UI, fazendo-o ideal para distros de ciclo fixo - como o Debian - onde previsibilidade importa mais que novidade semanal.

Contras do Cinnamon (porque nada é perfeito)


  • evolução lenta - O Cinnamon é conservador, às vezes até demais;
  • novidades chegam devagar;
  • raramente há impactos como “nossa mas que maravilha!”.


    Isso é ótimo pra estabilidade mas pode parecer estagnação. Por exemplo, o Wayland ainda é uma novela por herdar muito do GNOME, então:

  • ainda é essencialmente X11;
  • Wayland existe mais como promessa do que realidade;
  • Não é culpa exclusiva dele, mas pesa.

    Mas não chega a ser algo tão desastroso pois há muitos usuários com computadores pererecas - como eu - que dependem de um ambiente gráfico X11 para poder usar suas máquinas, como captura de tela usando ffmpeg. 

Menos flexível que o KDE


    Se você gosta de:

  • personalização extrema;
  • layouts malucos;
  • comportamentos altamente customizados.


o Cinnamon pode parecer limitado mas essa limitação só é percebida se o usuário já experimentou outras interfaces gráficas por um tempo e tem uma base de comparação para diferenciar funcionalidades.

Vive à sombra do GNOME


    Mesmo sendo melhor em vários aspectos práticos, o Cinnamon:

  • depende do ecossistema GNOME;
  • sofre quando o GNOME muda algo radicalmente;
  • é sempre visto como “derivado”, nunca protagonista.


    Os 3 parâmetros acima se encaixam certinhos também nas distribuições baseadas que não tem desenvolvimento próprio, não?

Cinnamon vs GNOME vs KDE: onde ele se encaixa?


  • GNOME: visão única, UX opinativa, poucas opções, configurações escondidas de propósito;
  • KDE: liberdade total, poder absurdo, complexidade real;
  • Cinnamon: equilíbrio, previsibilidade, sanidade mental, sem muita encheção de saco.


    O Cinnamon não tenta ser o futuro do desktop, ele tenta ser um bom desktop hoje.

E para quem o Cinnamon é a escolha certa?


    Cinnamon é ideal se você:

  • quer trabalhar e diversão, não discutir UX;
  • prefere desktop clássico em vez de cheio de firulas;
  • odeia extensões quebrando ou recursos que são ocultados de propósito;
  • não quer aprender um novo paradigma;
  • usa notebook ou desktop “normal”;
  • valoriza estabilidade acima da papagaiada visual de hoje em dia.


    Ou seja: usuários reais.

    Conclusão: o Cinnamon é boring e isso é um elogio. Boring não no sentido de ser chato mas no sentido de ser aquele juiz de partida de futebol que apita tão bem que ninguém nota que ele está lá. Por isso o maior mérito do Cinnamon é não tentar provar nada pois ele não quer converter usuários, não quer ser revolucionário e nem aparecer no Fantástico: ele só quer que você ligue o computador, faça o que precisa e desligue. Num cenário onde o GNOME remove, o KDE exagera e todo mundo quer reinventar a roda, o Cinnamon faz algo quase subversivo: funciona. E talvez, no fim das contas, essa seja mesmo a aposta mais acertada.

    E é claro que não posso deixar de dar a minha opinião pessoal. O Cinnamon é uma interface gráfica mediana que entrega o que se propõe mas não agrada muito os usuários que tem mais vivência no Linux com uso extenso de outras interfaces gráficas. Para mim - no MEU contexto de uso dos MEUS desktops - é uma interface incompleta mas que não deixa a desejar àqueles que procuram uma interface que lhes proporcionem usar o computador e não "esquentar a cabeça usando o computador".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

KDE Plasma: liberdade, poder e algumas mancadas no caminho

    Durante muito tempo, o KDE foi tratado como o “patinho feio” dos desktops Linux. Pesado, bugado, cheio de opções inúteis pelo menos essa era a fama e com usuários até hoje falando que "não precisa de tudo isso". Só que o tempo passou, o projeto amadureceu, e hoje a situação se inverteu de forma quase irônica: o KDE Plasma virou o refúgio de quem quer controle, enquanto outros ambientes parecem cada vez mais decididos a dizer ao usuário como ele deve usar o computador.
 
     Mas calma. O KDE não é perfeito, longe disso. A grande vantagem do KDE: ele respeita o usuário: o maior mérito do KDE Plasma é simples de resumir: ele não parte do princípio de que o usuário é burro, mesmo que seja, hehehe. O usuário quer:
  • mudar o comportamento da janela?
  • alterar atalhos?
  • ajustar animações?
  • trocar compositor?
  • customizar painel, menu, tema, borda, fonte, sombra, transparência?
     O KDE responde: “Beleza, tá aqui.”; enquanto outros ambientes escondem opções, removem funcionalidades ou simplesmente dizem “não”, o KDE mantém uma filosofia clara: a bagaça do sistema é seu, não nosso.

    Isso é ouro para usuários intermediários e avançados, e também para quem vem do Windows e não quer reaprender a usar um computador do zero. Plasma não é só bonito, é funcional mas o ponto mais importante é que a estética não sacrifica produtividade:
  • Painel configurável de verdade;
  • System tray completo;
  • Janelas com controles previsíveis;
  • Comportamento clássico disponível sem gambiarra.
    Você pode usar o KDE como:
  • um desktop tradicional;
  • algo parecido com Windows;
  • algo parecido com macOS;
  • ou uma aberração linda criada por você mesmo.
    E tudo isso sem extensões frágeis, sem hacks malucos, sem rezar pra próxima atualização não quebrar tudo. E ainda dá a liberdade para o usuário colocar as extensões que achar mais conveniente que não estejam presentes nativamente no sistema.


KDE e Wayland: tropeçando mas andando


    Aqui entra a parte das mancadas. O KDE demorou e ainda demora pra acertar 100% no Wayland. Melhorou muito nos últimos anos, especialmente no Plasma 6, mas ainda há:
  • bugs esquisitos;
  • comportamento inconsistente com apps X11;
  • drivers que se comportam melhor no Xorg;
  • recursos que funcionam “quase sempre”.
    A diferença é que o KDE não finge que o problema não existe. O Xorg continua sendo uma opção clara, funcional e suportada, sem aquele papo de “use por sua conta e risco”, coisa que o Gnome 49, por exemplo, abandonou em prol do uso único do Wayland. Aí, nesse caso, usuários que precisam do X11 para usar em máquinas mais antigas - como eu - vai pro espaço e o jeito é usar interfaces gráficas com suporte ao X11 e que o KDE suporta.

Atualizações: liberdade demais também cobra preço


Outro ponto fraco do KDE é que ele escala muito mal em distros Rolling Release mal cuidadas. Como o Plasma evolui rápido, em distros RR você pode pegar:
  • regressões;
  • bugs visuais;
  • configurações que se perdem;
  • comportamento estranho após updates grandes.
    Um ponto que ilustra exatamente isso é a versão mais atualizada do Plasma 6 em distribuições RR como o Arch, onde a interface simplesmente força o usuário a ter uma máquina que tenha suporte ao OpenGL mais novo se quiser manter certos recursos - algo acima do 3.3 - e que não pode ser dado por máquinas mais antigas devido às limitações de drivers. Na versão usada no Debian isso ainda não acontece.


    Não é exatamente culpa do KDE - é o preço de um projeto grande, modular e em constante evolução. Em distros de ciclo fixo ou LTS, o Plasma costuma ser muito mais sólido - novamente, como exemplo o Gnome.

Configuração demais pode virar bagunça


    Aqui vai uma crítica justa: o KDE não se ajuda em alguns momentos:
  • Configurações duplicadas;
  • Nomes confusos;
  • Opções que afetam coisas parecidas em lugares diferentes;
  • E até a retirada de itens - pois é - como o Serviços do KDE (KDED) mas pode ser instalado.


    Para usuários novos, isso pode parecer um caos e para usuários experientes, é só mais uma tarde ajustando tudo mas, uma vez ajustado, é só "esquecer". O KDE confia tanto no usuário que às vezes esquece de guiar melhor quem está chegando.

KDE vs outros desktops: a escolha ideológica


    Hoje, escolher KDE não é só uma escolha técnica, é quase ideológica:
  • Você prefere liberdade ou opinião imposta?
  • Quer adaptar o sistema ao seu fluxo ou adaptar seu fluxo ao sistema?
  • Quer escolher ou aceitar o que decidiram por você?
    O KDE claramente escolheu o primeiro caminho, com todos os riscos que isso traz. Conclusão: o KDE não é perfeito - e ainda bem pois o KDE Plasma:
  • não tenta ser minimalista à força;
  • não trata o usuário como criança;
  • não remove recursos “porque sim” MAS, caso removido, o recurso pode ser recuperado.
    Ele erra, quebra às vezes, exagera nas opções e tropeça no Wayland mas erra tentando dar poder, não tirando. E talvez seja por isso que, enquanto outros ambientes perdem usuários, o KDE continua sendo escolhido por quem quer um desktop que funcione do seu jeito, e não do jeito que alguém decidiu numa reunião.

    O KDE ainda tem umas coisas que o usuário precisa mas continuam enrolando em implementar: o Quick Preview aos moldes do Sushi no Gnome. O recurso até existe mas não é "selecionar e apertar espaço", tem que abrir o Dolphin, abrir um painel lateral com F11 e é algo que tem que ficar permanente se quiser sempre utilizar o recurso mas perde espaço no desktop e isso é muito chato em notebooks, por exemplo.



    Seja como for, o KDE está "muitíssimo" satisfatório, entrega um ótimo desempenho com tudo que pode oferecer sem pesar o sistema, diferente de outras interfaces gráficas que, para serem leves, tiram recursos que os desenvolvedores acham que "não são necessários" e capam a usabilidade do sistema.

O Gnome está se tornando ex-esposa - não quer que o usuário seja feliz

    Durante muito tempo, o GNOME foi sinônimo de modernidade no desktop Linux. Teve papel fundamental na transição para interfaces mais limpas, impulsionou o GTK, influenciou outros ambientes de desktop (DE) e ajudou a popularizar o Linux para além do nicho hardcore, onde só era "linuxeiro de verdade" quando não se usava interface gráfica (grande filosofia essa, hehehe). Mas algo mudou e não foi para melhor.


    Hoje, o GNOME parece cada vez mais aquele projeto que não quer apenas propor um caminho, mas impor um. E quando o usuário discorda, a resposta não é “ok, faça diferente”, e sim: “então o problema é você”. O resultado? Usuários experientes migrando silenciosamente (ou "barulhentamente", como eu) para outras interfaces, enquanto o GNOME segue convencido de que está certo mesmo quando todo o ecossistema aponta o contrário.
 

1. Quando “decisão de design” (ou "preguiça de implementação") vira birra

   
 Todo projeto precisa de decisões fortes. O problema começa quando decisão vira dogma e vemos esse tipo de coisa ocorrer também em distribuições menos usadas justamente por não quererem seguir tendências funcionais em prol de manter a filosofia e não evoluí-la. O melhor exemplo atual é o FileChooser do GNOME (Abrir / Salvar / Salvar como):
  • ícones pequenos;
  • sem zoom;
  • sem slider;
  • sem atalho;
  • sem opção avançada;
  • sem configuração escondida;
  • sem extensão possível.
    Isso não é é limitação técnica pois o Windows, macOS, Android e KDE/QT tem isso e o GNOME responde há anos com “não é necessário”, “decisão de design”, won’t fix” e outras coisas que tiram o tesão de quem usa. Quando o usuário pede opção (e não mudança de padrão), a resposta continua sendo não. Isso não é minimalismo, é teimosia institucional.

2. O problema não é simplicidade, é controle

    
 O GNOME (e algumas distribuições de Linux) gosta de se vender como “simples”. Mas simplicidade não significa tirar controle básico. A interpretação de "simplicidade" real seria:
  • menos passos;
  • menos ruído;
  • escolhas bem pensadas.
Simplicidade "simulada" ou ("empurrada"):
  • remover funções essenciais;
  • esconder recursos óbvios;
  • tratar usuário como incapaz.
    No GNOME atual, a lógica é “se você precisa disso, você não é o usuário-alvo”; cadê aquela história universal de "escolha" e "liberdade" que o Linux sempre listou como pilares de usabilidade? O ambiente desktop deveria seguir também os mesmos princípios, ainda mais quando ajudou a alavancar o uso de Linux mundo afora. O problema é que cada vez mais gente precisa disso, ou seja, de recursos que podem ou que deveriam existir, ainda mais se existem em outras interfaces gráficas.

3. Incompatibilidade forçada com o resto do desktop Linux

     
O Linux moderno finalmente criou um caminho elegante de integração entre toolkits e ambientes gráficos, que é o xdg-desktop-portal e o KDE, por exemplo, adotou isso de forma exemplar:
  • apps GTK, Qt, Electron;
  • file dialog consistente;
  • preview;
  • zoom;
  • comportamento previsível.
    O GNOME, por outro lado:
  • mantém o FileChooser como identidade própria;
  • permite que apps ignorem o portal;
  • dificulta integração fora da “bolha GNOME”.
Resultado:
  • usuários de KDE sofrem com apps GTK;
  • apps como Firefox e GIMP ficam inconsistentes;
  • o desktop vira um mosaico de UX quebrada.
Isso não é colaboração. É territorialismo.

4. Firefox e GIMP: exemplos de aliados involuntários do caos

   
 O Firefox é um caso emblemático:
  • em alguns diálogos usa portal;
  • em outros ignora completamente;
  • “Salvar imagem” continua preso ao GTK FileChooser ruim.
    O GIMP segue o mesmo caminho:
  • GTK3;
  • file chooser legado;
  • resistência a mudanças estruturais.
    Enquanto isso, browsers baseados em Chromium (Brave, Chrome) respeitam o portal e funcionam melhor no Plasma do que o próprio Firefox. Quando até concorrentes diretos integram melhor, o problema deixa de ser técnico e vira filosófico.

5. Flatpak: a solução errada para um problema criado

  
  O Flatpak resolve? Até resolve mas a que custo?
  • runtimes gigantes;
  • atualizações constantes;
  • consumo absurdo de dados;
  • duplicação de bibliotecas;
  • quebra da filosofia de sistemas enxutos (especialmente no Debian).
    Por conta dessas características uma distribuição de lançamento fixo acaba virando uma rolling release disfarçada. Chega a ser irônico: instalar meio GNOME extra só para ter um diálogo de arquivos decente. Isso não é solução, é paliativo pesado para um problema que não deveria existir basicamente por preguiça.

6. Extensões quebrando: a falsa promessa de liberdade

   
 Outro clássico do GNOME: “se não gosta, use extensões”. Só que:
  • cada release quebra extensões;
  • APIs instáveis;
  • dependência de mantenedores voluntários;
  • sensação constante de gambiarra.
    O usuário não quer viver num desktop onde “talvez funcione na próxima versão” e isso gera cansaço. E cansaço gera abandono. E isso também ocorre com distribuições que são pouco utilizadas em relação ao que se vê entre as mais utilizadas.

7. KDE não venceu por ser perfeito — venceu por respeitar o usuário

     
O KDE não é perfeito e nunca foi mas o Plasma entende algo fundamental: o desktop serve ao usuário e não o contrário. No KDE:
  • você pode simplificar (ou complicar, é liberdade do usuário, hehehe);
  • pode customizar;
  • pode ignorar opções;
  • pode usar GTK, Qt, Electron sem punição.
    Nada é imposto ou removido “para o seu bem” ou, quando é removido, pode ser reinserido. E isso faz toda a diferença no longo prazo.

Conclusão: o GNOME não está sendo preterido por acaso

Usuários não estão abandonando o GNOME porque ele é “diferente”, estão abandonando porque ele se tornou hostil à escolha. Quando:
  • controle básico é negado;
  • críticas são descartadas;
  • decisões viram dogma;
  • integração é sabotada;
  • UX vira doutrina.
o projeto deixa de ser desktop e vira manifesto e desktop não é lugar para manifesto (ou não deveria ser). É lugar para trabalhar. Se o GNOME continuar nesse caminho, não será “superado” tecnicamente, será evitado - novamente citando as distribuições que acham que deveriam existir do jeito que foram criadas sem levar em conta a evolução do ecossistema e dos usuários.

Evitado silenciosamente e sem drama pelos usuários, como eu fiz. É o Gnome se tornando aquela ex que ninguém quer mais encontrar por ela querer as coisas do jeito dela e não do jeito certo.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Instalando fontes no sistema Linux com script - Gnome Shell e Nautilus Scripts

Instalando fontes no sistema Linux com script - Gnome Shell e Nautilus Scripts

    Uma das grandes frustrações de usuários do Windows que experimentam ou mesmo usam Linux está na disparidade eventual de como um arquivo docx criado no Windows é visualizado no Linux e vice-versa e isso é devido a vários detalhes que não vem ao caso mas, a principal, é a falta de fontes usadas no documento na máquina que está abrindo o mesmo que não foi criado nela.

    Por exemplo, um docx criado no Word do Windows com uma fonte instalada no sistema fica (ou pode ficar) todo ferrado no LibreOffice do Linux que não tem essa fonte. Isso faz o "motor de renderização" no Linux escolher a fonte mais adequada para substituir a que não existe instalada e aí caga tudo, com linhas retiradas ou adicionadas, tabelas e imagens fora do lugar porque mudou a métrica de renderização do documento.

    Imagine o trabalho que dá pegar um documento docx no Linux, "consertar" os erros aparentes, fazer as edições necessárias e, ao "devolver" ao Windows, o usuário se vê eventualmente no trabalho de corrigir também as eventuais mudanças de layout no documento pois no Linux a fonte original - apesar de aparecer no documento - foi editada com a padrão do sistema, normalmente Noto Sans ou Cantarell que são as fontes "coringa".

    Olhe esse exemplo abaixo de um documento aberto COM a fonte original (Arial) no Linux:

    E agora o mesmo documento na mesma parte com a fonte substituta (Noto Sans no lugar da Segoe):

    Você pode instalar fontes dando uma lida nessa postagem, abaixo vou mostrar como fazer a instalação de fontes avulsas via script no Gnome. As fontes serão instaladas no sistema e não na pasta de usuário para deixar tudo mais universal. Primeiro vamos ver se a pasta necessária existe, abra o Terminal e digite o seguinte:

cd ~/.local/share/nautilus/scripts/

    Se der pasta não encontrada:

mkdir -p ~/.local/share/nautilus/scripts/

    De posse da pasta (criada agora ou já existente):

nano ~/.local/share/nautilus/scripts/Instalar\ fontes

    Coloque dentro:

 #!/bin/bash

TITLE="Instalador de Fontes"

# Verifica se há seleção
if [ -z "$NAUTILUS_SCRIPT_SELECTED_FILE_PATHS" ]; then
    zenity --error --title="$TITLE" --text="Nenhuma fonte selecionada."
    exit 1
fi

# Escolha do destino
DEST_CHOICE=$(zenity --list --radiolist --title="$TITLE" \
    --column="Seleção" --column="Destino" \
    TRUE "Usuário (~/.local/share/fonts)" \
    FALSE "Sistema (/usr/local/share/fonts)")

[ $? -ne 0 ] && exit 1

if [[ "$DEST_CHOICE" == *"Usuário"* ]]; then
    BASE_DIR="$HOME/.local/share/fonts"
    USE_SUDO=false
else
    BASE_DIR="/usr/local/share/fonts"
    USE_SUDO=true
fi

# Função com tratamento de espaços
instalar_fontes() {
    TARGET_DIR="$1"
    # Lê a lista linha por linha, preservando espaços
    while IFS= read -r FILE_PATH; do
        [ -z "$FILE_PATH" ] && continue
        
        # Só processa se for arquivo de fonte
        if [[ "$FILE_PATH" =~ \.(ttf|otf|woff|woff2)$ ]]; then
            FILENAME=$(basename "$FILE_PATH")
            FIRST_LETTER=$(echo "${FILENAME:0:1}" | tr '[:upper:]' '[:lower:]')
            FINAL_DEST="$TARGET_DIR/$FIRST_LETTER"

            mkdir -p "$FINAL_DEST"
            cp "$FILE_PATH" "$FINAL_DEST/"
        fi
    done
    fc-cache -f
}

export -f instalar_fontes

if [ "$USE_SUDO" = true ]; then
    # O segredo: passar a lista via printf para o pkexec bash
    echo "$NAUTILUS_SCRIPT_SELECTED_FILE_PATHS" | pkexec bash -c "$(declare -f instalar_fontes); instalar_fontes '$BASE_DIR'"
else
    echo "$NAUTILUS_SCRIPT_SELECTED_FILE_PATHS" | instalar_fontes "$BASE_DIR"
fi

zenity --info --title="$TITLE" --text="Concluído! Fontes organizadas com sucesso."

    Salve com CTRL + O e feche com CTRL + X. Depois ainda no Terminal:

chmod +x ~/.local/share/nautilus/scripts/Instalar\ fontes

nautilus -q

    Pra usar o script, baixe umas fontes conforme a postagem que sugeri aqui, selecione as fontes, botão direito do mouse, escolha no menu de contexto scripts/Instalar fontes:


 escolha a opção de sistema e pronto, aguarde a janela de finalização.

     Para saber se a fonte está instalada (exemplo para a fonte Segoe):

fc-list | grep "Segoe"

    O script cria a pasta /usr/local/share/fonts e coloca lá as fontes desejadas em forma de índice, dentro de subpastas criadas com a primeira letra da fonte para deixar a bagaça mais organizada. Para desinstalar a fonte, basta entrar na pasta e apagar as fontes desejadas, digitando depois no Terminal:

sudo fc-cache -fv

para recriar os índices de fontes. 

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Instalando o LibreOffice no Linux


 Instalando o LibreOffice no Linux

    A instalação dessa suíte de Office no Linux é bastante fácil e praticamente todas as distribuições já possuem essa suíte instalada por padrão ou disponível nos repositórios. Mas pode ocorrer da distribuição não ter opções de atualização  dos pacotes e em se tratando de programas de escritório é sempre interessante manter a versão mais nova possível.

    Há a possibilidade de instalação via Flatpak e Snap mas vou mostrar aqui como fazer a instalação no Debian através do site do desenvolvedor. Se for instalar "por fora" dos repositórios, desinstale a versão pré-instalada antes. Vá nesse endereço e escolha a opção de pacotes Debian.

    Vai ser baixado um arquivo compactado; descompacte-o em uma pasta qualquer, abra o Terminal dentro da pasta descompactada onde estão os arquivos .deb e digite:

sudo dpkg -i *.deb

sudo apt install -f

    O primeiro comando vai instalar todos os pacotes e o segundo corrige eventuais erros na instalação anterior. Baixe também os pacotes de tradução de interface de usuário e de help offline disponíveis na janela de download. A instalação é a mesma coisa, arquivo compactado, descompacte-o, entre na pasta e repita os dois comandos acima.

 Uma vez instalado, é só usar.