sábado, 3 de janeiro de 2026

KDE Plasma 6 - a interface que merece a atenção do usuário

 KDE Plasma 6 - a interface que merece a atenção do usuário

     Há várias interfaces gráficas para Linux, todas elas válidas naquilo que se propõem a oferecer, umas mais "pesadas" por proporcionarem maiores funcionalidades e outras mais simples que permitem o uso em máquinas muito limitadas em hardware. Mas não se deve (ou não é aconselhável) usar interfaces simples em máquinas medianas com hardware compatível e sim aquela que proporciona uma boa funcionalidade frente ao hardware utilizado. É possível ter uma boa experiência de uso com tais interfaces simples em máquinas mais potentes? Sim, é claro e é por isso que o usuário deve experimentar outras opções. É como dirigir a vida inteira um carro 1.0 sem direção hidráulica e sem ar condicionado e, de repente, passar a dirigir um carro 2.0 com direção hidráulica e ar condicionado: os dois carros levam ao mesmo lugar só que um deles com mais conforto, rapidez e praticidade.

    O tal "peso" das interfaces gráficas ocorre devido à algumas características delas:

  • Serviços que carregam;
  • Temas de ícones, desktop, etc;
  • Texturas e acabamentos da interface gráfica;
  • Efeitos e funcionalidades dadas por extensões;
  • Outras características secundárias.

    Entre as interfaces mais completas e que oferecem uma boa experiência de uso mesmo com hardware limitado é o KDE Plasma e que hoje é o Plasma 6. Praticamente - em termos de funcionalidades - já está pronto para uso, uma ou outra coisinha deve ser instalada (como tema de desktop e widgets - isso se o usuário achar necessário).


    Claro que a cara final do Plasma 6 não é essa mostrada na imagem acima mas é fácil chegar a essa aparência. Mas antes de querer experimentar o Plasma 6, vamos a algumas observações.

    O Plasma 6 mais atualizado (como o do Arch e OpenSuse TW) precisa do OpenGL acima de 3.0 para poder usá-lo de modo prático devido aos efeitos da área de trabalho, transparências e animações permitidas pela interface; sem o OpenGL a interface fica - na minha opinião - sem graça apesar de plenamente funcional. Dois comandos para ver a versão:

 glxinfo | grep "OpenGL version"

    Deverá aparecer algo assim:

OpenGL version string: 2.1 Mesa 25.0.7-2
 

    Outro comando seria:

glxinfo | grep -E "OpenGL version|OpenGL renderer|OpenGL vendor"                              

    Deverá aparecer algo assim:

OpenGL vendor string: Intel
OpenGL renderer string: Mesa Intel(R) G41 (ELK)
OpenGL version string: 2.1 Mesa 25.0.7-2

    O primeiro comando mostra a versão instalada do OpenGL (nessa máquina é a versão 2.1) e o segundo a mesma coisa mas também as versões dos drivers da placa de vídeo (no caso a Mesa). Note que sendo a versão 2.1 e o Plasma 6 está funcional significa que é uma versão menos atualizada do Plasma 6 - presente por exemplo no Debian 13 - mas assim que houver atualização dessa interface no Debian 13 o sistema vai ficar sem efeitos, sem transparências e com uma cara "menos bonita" apesar de ainda funcional. 


    Esse "problema" se resolve simplesmente usando uma placa de vídeo offboard (nVidia G-710, por exemplo) caso a máquina seja perereca e use um vídeo onboard sem suporte ao OpenGL acima do 3.0 ou usar uma máquina com vídeo onboard mínimo HD 4000 (HD 3000 também suporta mas é mais garantido o 4000). Esse HD 4000 está presente em processadores Intel i3/i5/i7 de 4ª geração e vai "aumentando" a capacidade conforme sobre a geração.
 
    Seja como for, o Plasma 6 está bem fluído e apto para funcionar muito bem em máquinas modestas equipadas com processadores Intel dualcore (como Celeron, C2D, C2Q e até Atom) e 4GB de RAM. Mesmo tendo muitas opções de configurações, basicamente só se mexe uma vez nessas opções e depois esquece.
 
    Em uma postagem futura vamos ver como instalá-lo e configurá-lo mesmo em máquinas que já possuem o Gnome como interface gráfica.
 

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