Durante muito tempo, o KDE foi tratado como o “patinho feio” dos
desktops Linux. Pesado, bugado, cheio de opções inúteis pelo menos essa
era a fama e com usuários até hoje falando que "não precisa de tudo
isso". Só que o tempo passou, o projeto amadureceu, e hoje a situação se
inverteu de forma quase irônica: o KDE Plasma virou o refúgio de quem
quer controle, enquanto outros ambientes parecem cada vez mais decididos
a dizer ao usuário como ele deve usar o computador.
Mas calma. O KDE não é perfeito, longe disso. A grande vantagem do KDE:
ele respeita o usuário: o maior mérito do KDE Plasma é simples de
resumir: ele não parte do princípio de que o usuário é burro, mesmo que
seja, hehehe. O usuário quer:
Isso é ouro para usuários intermediários e avançados, e também para quem vem do Windows e não quer reaprender a usar um computador do zero. Plasma não é só bonito, é funcional mas o ponto mais importante é que a estética não sacrifica produtividade:
- mudar o comportamento da janela?
- alterar atalhos?
- ajustar animações?
- trocar compositor?
- customizar painel, menu, tema, borda, fonte, sombra, transparência?
Isso é ouro para usuários intermediários e avançados, e também para quem vem do Windows e não quer reaprender a usar um computador do zero. Plasma não é só bonito, é funcional mas o ponto mais importante é que a estética não sacrifica produtividade:
- Painel configurável de verdade;
- System tray completo;
- Janelas com controles previsíveis;
- Comportamento clássico disponível sem gambiarra.
- um desktop tradicional;
- algo parecido com Windows;
- algo parecido com macOS;
- ou uma aberração linda criada por você mesmo.
KDE e Wayland: tropeçando mas andando
Aqui entra a parte das mancadas. O KDE demorou e ainda demora pra
acertar 100% no Wayland. Melhorou muito nos últimos anos, especialmente
no Plasma 6, mas ainda há:
Atualizações: liberdade demais também cobra preço
- bugs esquisitos;
- comportamento inconsistente com apps X11;
- drivers que se comportam melhor no Xorg;
- recursos que funcionam “quase sempre”.
Atualizações: liberdade demais também cobra preço
Outro ponto fraco do KDE é que ele escala muito mal em distros Rolling
Release mal cuidadas. Como o Plasma evolui rápido, em distros RR você
pode pegar:
- regressões;
- bugs visuais;
- configurações que se perdem;
- comportamento estranho após updates grandes.
Não é exatamente culpa do KDE - é o preço de um projeto grande, modular e
em constante evolução. Em distros de ciclo fixo ou LTS, o Plasma
costuma ser muito mais sólido - novamente, como exemplo o Gnome.
Configuração demais pode virar bagunça
Configuração demais pode virar bagunça
Aqui vai uma crítica justa: o KDE não se ajuda em alguns momentos:
- Configurações duplicadas;
- Nomes confusos;
- Opções que afetam coisas parecidas em lugares diferentes;
- E até a retirada de itens - pois é - como o Serviços do KDE (KDED) mas pode ser instalado.
Para usuários novos, isso pode parecer um caos e para usuários
experientes, é só mais uma tarde ajustando tudo mas, uma vez ajustado, é
só "esquecer". O KDE confia tanto no usuário que às vezes esquece de guiar melhor quem está chegando.
KDE vs outros desktops: a escolha ideológica
KDE vs outros desktops: a escolha ideológica
Hoje, escolher KDE não é só uma escolha técnica, é quase ideológica:
O KDE ainda tem umas coisas que o usuário precisa mas continuam enrolando em implementar: o Quick Preview aos moldes do Sushi no Gnome. O recurso até existe mas não é "selecionar e apertar espaço", tem que abrir o Dolphin, abrir um painel lateral com F11 e é algo que tem que ficar permanente se quiser sempre utilizar o recurso mas perde espaço no desktop e isso é muito chato em notebooks, por exemplo.
- Você prefere liberdade ou opinião imposta?
- Quer adaptar o sistema ao seu fluxo ou adaptar seu fluxo ao sistema?
- Quer escolher ou aceitar o que decidiram por você?
- não tenta ser minimalista à força;
- não trata o usuário como criança;
- não remove recursos “porque sim” MAS, caso removido, o recurso pode ser recuperado.
O KDE ainda tem umas coisas que o usuário precisa mas continuam enrolando em implementar: o Quick Preview aos moldes do Sushi no Gnome. O recurso até existe mas não é "selecionar e apertar espaço", tem que abrir o Dolphin, abrir um painel lateral com F11 e é algo que tem que ficar permanente se quiser sempre utilizar o recurso mas perde espaço no desktop e isso é muito chato em notebooks, por exemplo.
Seja como for, o KDE está "muitíssimo" satisfatório, entrega um ótimo
desempenho com tudo que pode oferecer sem pesar o sistema, diferente de
outras interfaces gráficas que, para serem leves, tiram recursos que os
desenvolvedores acham que "não são necessários" e capam a usabilidade do
sistema.




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